História

                         

                     Vermelho Novo é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Pertence à microrregião de Ponte Nova, e a mesorregião da zona da mata, distando cerca de 266 km da capital Belo Horizonte, ocupa uma área de cerca de 115 km² possuindo em 2015, segundo o IBGE[5] uma população estimada em 4.883 habitantes.

                        A vegetação do município predomina a mata Atlântica. Em relação à frota automobilística, em 2014 foram contabilizados 2.261 veículos. Possui uma taxa de urbanização da ordem de 40%. A saúde pública do município conta com uma unidade básica de saúde (UBS) e duas equipes do programa de saúde da família (PSF). O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,612 segundo o PNUD/ de 2010, considerando-se assim como "médio"

                        Vermelho Novo foi emancipado de Raul Soares, pela lei nº 12.030, de 22 de dezembro de 1995. A economia do município baseia-se fortemente no cultivo do café, sendo este um uma de suas principais atividades agrícolas. O município conta com diversas manifestações culturais, como a tradicional festa do vermelhense ausente, e as festas de tradições religiosas.

                       O nome Vermelho Novo é derivado das águas do rio que corta a cidade. Devido à coloração avermelhada de suas águas o ribeirão recebeu o nome de "vermelho". Algumas pessoas afirmam que essa coloração era provocada pela terra vermelha muito presente na bacia, outros dizem que as águas do rio tinham essa coloração avermelhada devido as folhagens das árvores que caiam em seu leito. Por já existir um arraial as margens do mesmo rio, denominado de Arraial do Vermelho (hoje distrito Raul-soarense de Vermelho Velho) com o surgimento de um novo vilarejo às margens do mesmo rio, chamaram então de arraial do Vermelho Novo.

                       A região onde hoje se encontra Vermelho Novo, assim como todas da zona da mata mineira, começaram a ser desbravadas em meados do século XVIII, a partir da decadência do ciclo do ouro na região central do estado, despertando o interesse dos colonos pelas terras pouco exploradas da zona da mata mineira. Os primeiros habitantes da região foram os índios Puris, que habitavam também, além de parte de Minas Gerais, áreas dos atuais estados de São PauloRio de Janeiro e Espírito Santo[6].

                       Existem duas versões a respeito da formação e povoamento de Vermelho Novo. A mais difundida e aceita entre os habitantes da cidade, é de que ela foi fundada em meados do século XIX, pela família Pinto, que vieram para esta região oriunda do município de Guarani, sendo então os primeiros colonos e moradores da região que posteriormente com a vinda de outros, viria a formar o povoado de Vermelho Novo. Outra teoria, menos conhecida, é de que o povoamento de Vermelho Novo surgiu a partir da construção de uma capela dedicada a nossa senhora da conceição, por um padre, do então arraial do Vermelho (atual distrito de Vermelho Velho), vindo os primeiros moradores a firmarem residência perto da pequena igreja, construída próximo ao Ribeirão vermelho. Devido ao fato de já existir as margens do ribeirão que da nome a cidade, um povoado com o nome de São Francisco do Vermelho (Vermelho Velho), o novo povoado fundado mais perto á nascente do rio, veio a ficar conhecido como povoado de Vermelho Novo.

                      Ao passar do tempo, o povoado cresceu, aumentando consideravelmente o número de moradores, oriundos de outras cidades, e também imigrantes italianos instalados na cidade no final do século XIX. Pertenceu inicialmente ao município de Manhuaçú, em 12 de maio de 1890 foi criado o distrito de Vermelho Novo e  incorporado ao município de Caratinga, vindo a ter seu primeiro vereador distrital, o padre italiano Raphael Paoliello, eleito em 1915.  Posteriormente o distrito passou a pertencer ao município de Matipó, e por fim a Raul Soares em 7 de setembro de 1923 até a data de sua emancipação[7].

                    O meio de transporte de bens e mercadoria em vermelho novo, assim como era característico daquela época, dava-se exclusivamente por meio dos tropeiros, que levavam, e traziam, mercadorias, alimentos e especiarias ao povoado. Vermelho Novo, assim como varias outras cidades da região, teve facilitado seu acesso, tanto de pessoas, quanto de mercadorias, a partir, da inauguração da estrada de ferro Leopoldina, inaugurada a estação de Vermelho Velho em 1930, distando cerca de 12 km de vermelho novo.

Emancipação[editar | editar código-fonte]

                    O sonho da emancipação do então distrito de Vermelho Novo iniciou bem cedo, ainda com o saudoso padre Manoel Moreira de Abreu, (importante personalidade de Vermelho Novo e considerado milagreiro por muitos habitantes da cidade). Padre Manoel lutou incansavelmente para a emancipação política, sendo assim o primeiro passo para o progresso. O sonho não foi alcançado pelo padre, mas anos depois, um grupo de pessoas reavivou o desejo de liberdade. No ano de 1995, devido à lei que permitia a criação de novos municípios, uma comissão emancipacionista, encabeçada pelo padre Silas de Barros, pároco da cidade na época, formou-se um mutirão de pessoas envolvidas no trabalho, e processos começaram a ser encaminhados a assembleia e ao governo de minas em Belo Horizonte, vindo o distrito a tornar-se município pela lei de nº 12.030 em 21 de dezembro de 1995[8], instalando-se em 1997.

A luta da emancipação[editar | editar código-fonte]

                   Em meados de 1995 estava acontecendo em todo país, uma corrida emancipacionista. Só no estado de Minas Gerais quase cem distritos, tinham processos protocolados a partir da criação do projeto de lei em 1995 que permitiria a criação de novos municípios[9]. A partir da possibilidade do desmento, reavivou-se entre os cidadãos vermelhenses o sonho da emancipação. Assim como sitado pelo senhor Jorge Pires, presidente da comissão emancipacionista.

"O sonho reavivou durante um encontro com o bispo Dom Helio lá em Vermelho Velho, ele perguntou o por quê que Vermelho Novo também não lutava para emancipar, foi ai que iniciamos com muito entusiasmo o processo para emancipação" --- Jorge Pires

Sob a liderança do Padre Silas foi formada a comissão de emancipação elegendo presidente, secretários, tesoureiros e fiscais. Formada a comissão começou a corrida, a área urbana não possuía o número mínimo de 400 casas exigido a época para a criação do município, foi então que dezenas de pessoas ajudaram a formar um grande mutirão, para a construção de cerca de 80 casas faltantes. Além disso pesava o fator econômico, assim como enfatizado por Dona Áurea, que foi secretária da comissão.

"O que salvou o processo na questão financeira foi a empresa de extração de caolim, que operava no distrito e gerava renda e mais de 100 empregos para a comunidade--Dona Áurea

                 Elaborada a formulação do processo de emancipação do distrito, veio a tornar-se município independente em 21 de dezembro de 1995 pela lei de nº 12.030, assinada pelo governador interino, Agostinho Patrús (presidente da assembleia legislativa).

Atualidade[editar | editar código-fonte]

                 Vermelho Novo alcançou considerável desenvolvimento, desde sua emancipação política, ocorrida em 1995. A expansão da área urbana da cidade, desenvolvimento agrícola, obras de infraestrutura urbana e rural, construções de escolas e mais recentemente a pavimentação asfáltica ligando o município à rodovia MG-329. Entretanto o município, assim como é comum entre pequenas cidades, sofre com algumas carências, sobretudo a de  fontes geradoras de emprego,  o que é um grande empecilho ao crescimento da cidade.

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